Os ciclos humanos, ampliados
Os esquemas comentados do capítulo 3 de Corpo, Ciclos e Consciência — para ler na tela ou imprimir em grande formato.
O livro remete a esta página. Aqui você encontra, ampliados e comentados, todos os esquemas do capítulo sobre os ciclos: as cinco fases, os três sinais, os cinco setups. As mesmas convenções de leitura, as mesmas cores do início ao fim.
Dica: Ctrl/Cmd + P imprime cada figura em grande formato, uma por página — fundos transparentes, sem o menu.
Como ler estes esquemas
Eixo vertical, de −100 a +100
Cada esquema mede um único estado interior numa escala única: −100 (fundo, sobrevivência) a +100 (pico, plena potência).
A linha pontilhada = 0 = estado neutro
O zero não é bom nem mau: é a linha de flutuação, o estado neutro em torno do qual tudo oscila.
Um ponto = um dia registrado
Cada ponto é um dia registrado. A curva liga os seus registros: é a forma, não o valor de um único dia, que carrega a informação.
As cinco fases do ciclo interior
Um ciclo completo, em ordem. A compressão é o ponto de virada: pode resolver-se para cima (rompimento) ou para baixo (correção).
Bifurcação. Ao sair da compressão, o ramo contínuo sobe (rompimento); o ramo pontilhado mostra a saída inversa, para baixo. Enquanto a compressão não se resolve, a direção permanece em aberto.
Range
consolidação- O que se sente
- A calmaria, às vezes o tédio. A energia oscila sem direção, numa faixa estreita.
- O erro clássico
- Forçar um movimento, agitar-se para que “algo aconteça”.
- A prática
- Observar, assentar as bases, poupar a energia. Não se colhe no range.
Compressão
aperto- O que se sente
- Uma tensão que sobe, a amplitude aperta-se dia após dia. Algo se prepara.
- O erro clássico
- Confundir o silêncio com a morte do ciclo e desistir logo antes do movimento.
- A prática
- Ficar pronto sem apostar na direção. A compressão sempre precede a expansão.
Rompimento
breakout- O que se sente
- O impulso, enfim. Uma direção clara se impõe, a energia se libera de uma vez.
- O erro clássico
- Duvidar do rompimento e perder o trem — ou saltar em cada partida falsa.
- A prática
- Confirmar a saída da compressão e então engajar. É a hora de agir.
Tendência
flow- O que se sente
- A corrente te leva. Tudo se encadeia, o esforço rende, os pullbacks ficam leves.
- O erro clássico
- Achar-se invencível, exagerar, esquecer que toda tendência acaba se esgotando.
- A prática
- Seguir o movimento, deixar correr, ajustar sem quebrar o impulso.
Correção
retração- O que se sente
- O refluxo. A energia desce, o cansaço volta. Não é um fracasso — é a respiração do ciclo.
- O erro clássico
- Viver a correção como uma recaída e pôr tudo em questão.
- A prática
- Reduzir as velas, consolidar o conquistado, preparar o próximo range.
Três sinais a identificar
Três formas que anunciam uma mudança antes de ela chegar.
Divergência
A energia sobe, mas o sentido se solta. As duas curvas se afastam: o combustível está lá, a direção se perde.
Compressão de volatilidade
A amplitude aperta-se dia após dia. As oscilações se estreitam em torno do zero: o ciclo prende a respiração.
Reversão
A curva volta a subir: −70, depois −50, depois −30, depois 0. Ao cruzar o zero, o estado vira de negativo a positivo.
Cinco configurações típicas
Cinco formas recorrentes — a reconhecer para não cair na armadilha.
Falso rompimento
Um salto nítido, sem compressão prévia. Sem mola acumulada: a curva recai à sua base em 24 a 48 h.
Compressão silenciosa
Uma semana quase plana, colada ao zero. Nada parece mover-se — é muitas vezes aí que a mola se carrega.
Divergência de alta
O sentido volta a subir enquanto a energia estagna ou baixa. O fundo vira antes da superfície.
Fundo duplo
Dois fundos sucessivos no mesmo nível, separados por um repique que não ultrapassa o topo do range. O segundo fundo aguenta: a base está posta.
Expansão de volatilidade
A amplitude aumenta de um dia para o outro. As oscilações crescem: o ciclo sai da sua letargia.
As mesmas formas, em mercados reais
Estas figuras não são uma curiosidade interior: são as que os traders leem nos mercados. Range, compressão, rompimento, tendência, correção — o vocabulário é o mesmo. Abaixo, um gráfico de mercado real, para carregar apenas se você quiser.
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Gráfico fornecido pela TradingView, apenas a título ilustrativo. Nenhum conselho financeiro, nenhum dado do livro.